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25 de outubro de 2017

Julián Fuks, vencedor do Prémio Literário José Saramago 2017



Julián Fuks, filho de pais argentinos, nasceu em São Paulo, no Brasil, em 1981. Publicou o primeiro livro, Fragmentos de Alberto, Ulisses, Carolina e eu, em 2004, e com ele ganhou o Prémio Nascente da Universidade de São Paulo. Em 2007 e 2012 foi finalista do Prémio Jabuti, com o livro Histórias de Literatura e Cegueira; e do Prémio Portugal Telecom (atual Oceanos) e São Paulo de Literatura, como Procura do romance. Também em 2012, foi considerado, pela revista Granta, um dos vinte melhores jovens escritores brasileiros. A Resistência é o seu quarto romance e venceu o Prémio Jabuti na categoria livro de ficção em 2016, foi finalista do Prémio Oceanos e venceu a Menção Honrosa no Prémio Rio de Literatura.

Sinopse

"Meu irmão é adotado, mas não posso e não quero dizer que meu irmão é adotado", anuncia, logo no início, o narrador deste romance. O leitor descobre-se à partida imerso numa memória pessoal que se revela também social e política. Do drama de um país, a Argentina a partir do golpe de 1976, desenvolve-se a história de uma família, num retrato denso e emocionante. Adotado por um casal de intelectuais que logo iriam procurar exílio no Brasil, o rapaz cresce, ganha irmãos, e as relações familiares tornam-se complexas. Cabe então ao irmão mais novo o exame desse passado e, mais importante, a reescrita do próprio enredo familiar.

Um livro em que emoção e inteligência andam de mãos dadas, tocando o coração e a cabeça dos leitores.

Comentários de imprensa

«O narrador aprendeu com a psicanálise que a resistência pode ser o lugar onde emerge o que não se quer admitir ou enxergar. Daí a necessidade de não ceder diante dela. Ali, justamente, é onde se deve insistir. A literatura muitas vezes é a forma dessa insistência. Mas poderíamos pensar que a literatura também resiste: ela reproduz modelos identitários, reforça posições familiares, cristalizando relatos de si.» Paloma Vidal, O Globo

«Um objeto narrativo dos mais sólidos, que não procura ser invasivo ou indiscreto, mas acima de tudo intenta resistir ao que nos devasta: o esquecimento, a alienação e a inobservância do outro e de si.» Estadão

«É com o seu Sebastián-Julián, “narrador não confiável”, no limite entre realidade e ficção, história e memória, que Fuks encontra na literatura a sua morada.» Folha de São Paulo

«O narrador aprendeu com a psicanálise que a resistência pode ser o lugar onde emerge o que não se quer admitir ou enxergar. Daí a necessidade de não ceder diante dela. Ali, justamente, é onde se deve insistir. A literatura muitas vezes é a forma dessa insistência. Mas poderíamos pensar que a literatura também resiste: ela reproduz modelos identitários, reforça posições familiares, cristalizando relatos de si.»
(…)
«O irmão é o leitor que se imagina e se teme. O leitor que se enfrenta, corajosamente,
como resistência ao silêncio.» O Globo 

Membros do Júri

Ana Paula Tavares

Literatura e exílio são, creio, duas faces da mesma moeda, nosso destino posto nas mãos do acaso.
Roberto Bolaño, 2000

O livro de Julián Fuks é uma história com várias histórias dentro e o acto de narrar desvela o nó das convergências que só se percebe pelo alinhamento da palavra em torno do que diz e do que esconde esse pacto da memória que toda a família transporta e passa de geração em geração. Pode-se herdar um exílio como se herda a casa do avô ou a rua onde estendida ao sol resiste a esperança. Escrever é aqui um acto de resistência, uma procura constante entre narrar e a precisão de recorrer às fontes (falas e silêncios da mãe do pai dos irmãos) de um passado vivido e outro que pode ser ficcionado a partir de uma observação directa que torna o romance esse território híbrido da experimentação e contaminação dos géneros e das espécies. Exílios, peregrinações, países de saída e países de acolhimento permitem uma reflexão sobre a condição do homem, suas dualidades e a responsabilidade do sujeito no acto de contar. Recupera-se a história que pode transportar toda uma simbologia da catarse resistindo sempre ao esquecimento, à memória, à própria escrita enquanto acto de culpa e expiação com os níveis de perda a surgir à medida que a família explode na escola. Itinerário de exílio, laços que a adopção cria e rompe, silêncios guardados e herdados pelas sucessivas gerações oferecem-se à gula do leitor numa escrita de grande elegância que moldura o interior do texto: “O parto eu não posso inventar, do parto nada se sabe. Pondero agora, passadas tantas páginas, que deveria ter sido fiel ao impulso de suprimir aqueles pobres cenários imaginários, que deveria ter cedido à hesitação e calado sobre esse acontecimento insondável. Não foi assim, não foi narrável, o nascimento de meu irmão” (Fuks, P. 99) Mergulhar no passado é como olhar de frente a resistência na oposição de forças que não são porosas à memória e aos campos específicos da história. Momentos de fractura (a Argentina, a ditadura e a fuga) tornam a casa o lugar de exílio a partir do qual se constrói a narrativa que partindo da família convoca a depor a história dos lugares de saída e os de acolhimento. Chão de exílio e de deambulação pelas categorias do tempo e da história e que passam para dentro das famílias a situações vividas na ausência identitária das cidades e das ruas, subitamente tornadas fronteiras do passado vivido e a descobrir. O autor lida de forma cuidada com diferentes projecções autobiográficas que apreende e faz aumentar nos domínios da autoficção com respeito pela matriz que rege os diferentes mundos ficcionais e verdadeiros para que o todo seja o resultado das partes. Falar de um irmão adoptado, inventar-lhe a voz implica descobrir as  experiências de exílio de todos os implicados. Pais que legam aos filhos sua situação de exilados e as histórias dos países que deixam para viver uma condição de exilado num país diferente. Assim a condição de adoptado e a resistência à escrita dos contornos todos dos conflitos. Todas as ruas de sentido único ganham novos sentidos com a palavra certa que Julian Fuks usa para escrever o  romance e ao mesmo tempo nos dar conta da história e da memória do exílio da política e da família enquanto espelho onde se desenha a história do universo.


António Mega Ferreira

Há tantas coisas neste curto romance, tantas e tão desafiantes, que, às vezes, parece que a narrativa vai implodir. Mas não: com mestria literária notável, o autor suspende os momentos suscetíveis de desencadear as catástrofes à beira de qualquer desenlace, porque o romance não deve ser mais cruel do que a vida. Ou, se o é, deve sê-lo de forma implícita, resguardando a privacidade dos seres e a sua
capacidade de resistirem ao tempo e aos desvarios da História. A narrativa oscila, assim, entre acelerações e rallentandi, entre reminiscências e a impossibilidade de as restituir no presente, entre a génese de uma família, a sua, e a constatação de que “esse início era definido arbitrariamente e que podia se dar em qualquer época, em qualquer lugar antigo habitado por pessoas.” A inquirição sobre a natureza e o funcionamento da sua família, movida pelo mistério e pelos silêncios daquele que é o irmão mais velho, tecnicamento denominável como “filho adotivo”, acaba por ser uma devassa de alcance universal, uma investigação que progressivamente se vai erguendo das circunstâncias pessoais à pergunta mais essencial sobre a natureza humana: porquê resistir? Ou: quais as formas (e as forças) que nos fazem resistir à “brutalidade do mundo”? A Resistência é uma peça de câmara, íntima e subtil. É também uma demonstração magistral de como a língua literária portuguesa, aqui no seu modo brasileiro, se adapta bem aos tons sépia de um monólogo despojado, mas impiedoso, recitado sotto voce.

Manuel Frias Martins

A construção literária de A Resistência situa-se num plano em que a maturidade da linguagem, a sobriedade de presentificação da estória e o alcance propriamente estético do desenho ficcional se oferecem ao leitor pela memória cultural daquilo que, felizmente, continua ainda hoje a ser valorizado como elevado conseguimento artístico. Colocando-se no registo da autoficção, A Resistência coloca o leitor em três planos simultaneamente. O primeiro plano é o de uma estória política em torno da ditadura militar argentina que nos anos setenta/oitenta do século XX (1976-1983), entre muitos outros crimes e iniquidades, levou a cabo adoções forçadas de crianças arrancadas aos pais entretanto presos pelo regime e que depois acabaram orfãs de muitos dos mais de 30.000 mil desaparecidos. Fugidos para o Brasil por motivos políticos, um casal de psiquiatras leva consigo um filho que é, de facto, um bebé misteriosamente adotado entretanto por eles. No Brasil nascerá um filho, tornado narrador na primeira pessoa do romance, e que irá organizar o segundo plano de cativação do leitor. Este é o plano de manifestação da complexidade psicológica das relações familiares, e sobretudo da relação de amizade entre dois irmãos unidos por um segredo que só seus pais conhecem verdadeiramente, e que tem a ver com a sua origem argentina, com a adoção misteriosa (e contraditória) e com os dramas políticos daquele país. O terceiro plano de realização do romance é o da memória que continuamente emerge e se transforma em catalisador da busca de compreensão do presente nas teias do tempo passado, e onde, por exemplo, a dor das avós argentinas que ainda hoje buscam os seus netos se cruza com os segredos, a dor, os traumas e o amor da família do narrador/autor. Estamos perante um excelente romance. Colocando-se no registo de atestação de uma experiência pessoal intensa, Julián Fuks conseguiu alcançar em A Resistência o difícil patamar da contenção discursiva no interior daquele arco simultaneamente emocional e intelectual que define as construções literárias mais cativantes.

Nazaré Gomes dos Santos

Desde as primeiras páginas do livro, o que se põe em evidência é mesmo essa espécie de pacto de ambiguidade com o leitor (inicialmente a experiência não deixa de ser um pouco inquietante), gerando incertezas em relação ao estatuto do que é real ou inventado. No entanto, provavelmente em função do tom confessional da narrativa, vão-se instaurando, paulatinamente, novos espaços de cumplicidade com o leitor, fazendo com que ele comece a perceber (e participar ativamente) no jogo linguístico (“com meus pais aprendi que todo o sistema é signo”) e político que, ao fim e ao cabo, constitui este romance. Com este romance, Julián Fuks sabe conciliar com mestria os vários planos da narrativa, utilizando uma linguagem sóbria mas densa (firmeza do vocábulo, a frase certeira/lógica) e um ritmo narrativo extremamente fluente. O nível de maturidade literária deste romance pode ser visível também pelas marcas de “distanciamento” que o narrador/autor imprime à narrativa, evitando assim (em função de muitas passagens pungentes) o clima dramático ou mesmo o tom lamechas, enfim, a resistência ao fácil. Mais simples do ponto de vista formal e conciliando, de forma exemplar, o peso da memória individual com o peso da memória colectiva, o autor não deixa de ampliar as possibilidades de maior legibilidade para a sua obra. 

10 de março de 2017

Prémio Literário José Saramago 2017

Obras a concurso devem ser enviadas até ao dia 15 de maio de 2017
 


A Fundação Círculo de Leitores anuncia mais uma edição do Prémio Literário José Saramago a ser atribuído em outubro de 2017. As obras a concurso deverão ser enviadas até ao dia 15 de maio do corrente ano, devendo os autores ter uma idade não superior a 35 anos.
O Prémio Literário José Saramago visa distinguir obras de ficção, romance ou novela, escritas em língua portuguesa, em qualquer país da lusofonia, devendo ter sido publicadas nos anos de 2015 ou 2016.
 
Tendo distinguido em anos anteriores autores como Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo, Andréa del Fuego, Ondjaki e Bruno Vieira Amaral, o valor pecuniário do prémio é de 25 mil euros.

Prémio Literário José Saramago | Regulamento da 10ª edição
1] O Prémio Literário José Saramago, instituído pela Fundação Círculo de Leitores com periodicidade bienal, celebra a atribuição do Prémio Nobel da Literatura de 1998 ao escritor José Saramago, destina-se a promover a divulgação da cultura e do património literário em língua portuguesa, através do estímulo à criação e dedicação à escrita por jovens autores da lusofonia.
2] O Prémio distingue uma obra literária no domínio da ficção, romance ou novela, escrita em língua portuguesa, por escritor com idade não superior a 35 anos, cuja primeira edição tenha sido publicada em qualquer país da lusofonia, excluindo as obras póstumas, bem como os autores que tenham já sido premiados em edições anteriores do Prémio. Nesta décima edição, o Prémio contemplará uma obra publicada em 2015 ou 2016 por escritor que à data da publicação da obra (mês e ano incluídos na ficha técnica do livro), não tenha excedido a idade limite mencionada no corpo deste artigo.
3] O valor pecuniário do prémio a atribuir é de € 25.000,00 (vinte cinco mil euros).
4] As Obras admitidas a concurso terão que ser apresentadas à Fundação Círculo de Leitores pelas Instituições representativas dos Escritores e/ou dos Editores dos países respetivos até 15 de maio de 2017, devendo para o efeito ser remetidos dez exemplares de cada obra concorrente, para a seguinte morada: Rua Professor Jorge da Silva Horta, n.º 1, 1500-499 Lisboa.
5] A Fundação Círculo de Leitores procederá à divulgação do Concurso através dos meios de comunicação social, bem como através das Associações representativas dos Escritores e dos Editores de todos os países da lusofonia.
6] O Prémio será atribuído por um Júri composto por um mínimo de cinco e um máximo de dez personalidades de reconhecido mérito no âmbito cultural, cabendo a Presidência ao representante da Fundação Círculo de Leitores.
1.º - Composição do Júri: Guilhermina Gomes - Presidente, Ana Paula Tavares, António Mega Ferreira, Nelida Piñon, Pilar del Rio
2.º - O Presidente do Júri designará um Comité Executivo, que integra o Júri, constituído por três membros, Manuel Frias Martins, Nazaré Gomes dos Santos e Paula Cristina Costa, a quem compete:
a) Verificar a regularidade formal das candidaturas recebidas;
b) Efetuar uma primeira leitura e um resumo de cada uma das obras concorrentes;
c) Emitir um comentário sobre cada uma das obras admitidas a concurso;
7] O Júri delibera com total independência e liberdade de critério, por maioria dos votos dos seus membros, cabendo ao Presidente o voto de qualidade em caso de empate. O Prémio poderá não ser atribuído, caso o Júri considere, por maioria, que as Obras apresentadas a concurso não têm a qualidade exigida. Haverá um único premiado.
As decisões do Júri são irrecorríveis.
8] O Prémio será atribuído em outubro de 2017 e a sua divulgação será efetuada através dos Órgãos de Comunicação Social. A entrega do Prémio ao Autor galardoado será efetuada em cerimónia pública, em data a fixar.
9] As Edições subsequentes da obra galardoada deverão referenciar, em local devidamente destacado do volume e na cinta, a menção “Prémio Literário José Saramago - Fundação Círculo de Leitores”.
10] O autor ou seu representante garantem desde já ao Círculo de Leitores a publicação da obra em clube do livro, nos termos de contrato de edição a celebrar, estando garantidos 5% de direitos de autor e considerando o valor do prémio como adiantamento de direitos de autor.
11] Os exemplares enviados não serão devolvidos.
12] A candidatura ao Prémio Literário José Saramago implica a aceitação do presente regulamento.

20 de outubro de 2015

«As Primeiras Coisas» de Bruno Vieira Amaral
Vencedor do Prémio Literário José Saramago 2015

A obra distinguida com o Prémio Literário José Saramago 2015 foi
As Primeiras Coisas de Bruno Vieira Amaral.

Bruno Vieira Amaral é natural do Barreiro, onde nasceu no ano de 1978. Formado em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE, crítico literário e tradutor, assessor de imprensa no Grupo Bertrand Círculo, é o atual editor-adjunto da revista Ler. Começou por escrever no seu blogue, Circo da Lama, e em 2013 publica Guia Para 50 Personagens da Ficção Portuguesa, em 2015 Aleluia!, ambos na área do ensaio. As Primeiras Coisas é o seu primeiro romance. Editado entre os referidos ensaios, amplamente elogiado pela crítica como um novo valor de literatura portuguesa - José Rentes de Carvalho elogiou-lhe a escrita, de surpreendente, de rara e comovente beleza. Foi distinguido já com o Prémio de Livro do Ano da revista TimeOut, o Prémio Fernando Namora e o Prémio PEN Narrativa.

Homenageando a figura do Nobel da Literatura, José Saramago, este prémio foi criado em 1999 pela Fundação Círculo de Leitores. Afirmando-se como um dos mais importantes prémios literários atribuídos no âmbito da lusofonia a autores com obra publicada em português, e com idade não superior a 35 anos, foram distinguidos em anos anteriores nomes como: Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo, Andréa del Fuego e Ondjaki.

O Prémio Literário José Saramago tem o valor de 25 mil euros.

13 de outubro de 2015

Anúncio da obra vencedora do Prémio Literário José Saramago 2015













A Fundação Círculo de Leitores anuncia o vencedor do Prémio Literário José Saramago 2015 no próximo dia 20 de outubro, pelas 12h, na Casa dos Bicos, sede da Fundação José Saramago, em Lisboa.

26 de março de 2015

Prémio Literário José Saramago 2015


 
9ª Edição

Prémio Literário José Saramago 2015

Obras a concurso devem ser enviadas até ao dia 15 de maio de 2015

  
A Fundação Círculo de Leitores anuncia mais uma edição do Prémio Literário José Saramago a ser atribuído em outubro de 2015. As obras a concurso deverão ser enviadas até ao dia 15 de maio do corrente ano, devendo os autores ter uma idade não superior a 35 anos.

O Prémio Literário José Saramago visa distinguir obras de ficção, romance ou novela, escritas em língua portuguesa, em qualquer país da lusofonia, devendo ter sido publicadas nos anos de 2013 ou 2014.

Tendo distinguido em anos anteriores autores como Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo, Andréa del Fuego e Ondjaki, o valor pecuniário do prémio é de 25 mil euros.

REGULAMENTO | 9ª edição
1] O Prémio Literário José Saramago, instituído pela Fundação Círculo de Leitores com periodicidade bienal, celebra a atribuição do Prémio Nobel da Literatura de 1998 ao escritor José Saramago, destina-se a promover a divulgação da cultura e do património literário em língua portuguesa, através do estímulo à criação e dedicação à escrita por jovens autores da lusofonia.

 
2] O Prémio distingue uma obra literária no domínio da ficção, romance ou novela, escrita em língua portuguesa, por escritor com idade não superior a 35 anos, cuja primeira edição tenha sido publicada em qualquer país da lusofonia, excluindo as obras póstumas, bem como os autores que tenham já sido premiados em edições anteriores do Prémio.

 
Nesta nona edição, o Prémio contemplará uma obra publicada em 2013 ou 2014 por escritor que à data da publicação da obra (mês e ano incluídos na ficha técnica do livro), não tenha excedido a idade limite mencionada no corpo deste artigo.

 
3] O valor pecuniário do prémio a atribuir é de € 25.000,00 (vinte cinco mil euros).

 
4] As Obras admitidas a concurso terão que ser apresentadas à Fundação Círculo de Leitores pelas Instituições representativas dos Escritores e/ou dos Editores dos países respetivos até 15 de maio de 2015, devendo para o efeito ser remetidos dez exemplares de cada obra concorrente, para a seguinte morada: Rua Professor Jorge da Silva Horta n.º 1, 1500-499 Lisboa.

 
5] A Fundação Círculo de Leitores procederá à divulgação do Concurso através dos meios de
comunicação social, bem como através das Associações representativas dos Escritores e dos
Editores de todos os países da lusofonia.

 
6] O Prémio será atribuído por um Júri composto por um mínimo de cinco e um máximo de dez
personalidades de reconhecido mérito no âmbito cultural, cabendo a Presidência ao representante da Fundação Círculo de Leitores.

 
1.º - Composição do Júri: Guilhermina Gomes - Presidente, Ana Paula Tavares,

António Mega Ferreira, Nelida Piñon, Pilar del Rio

2.º - O Presidente do Júri designará um Comité Executivo, que integra o Júri, constituído por

três membros, Manuel Frias Martins, Nazaré Gomes dos Santos e Paula Cristina Costa, a quem compete:

 
a) Verificar a regularidade formal das candidaturas recebidas;

b) Efetuar uma primeira leitura e um resumo de cada uma das obras concorrentes;

c) Emitir um comentário sobre cada uma das obras admitidas a concurso;

 
7] O Júri delibera com total independência e liberdade de critério, por maioria dos votos dos seus membros, cabendo ao Presidente o voto de qualidade em caso de empate. O Prémio poderá não ser atribuído, caso o Júri considere, por maioria, que as Obras apresentadas a concurso não têm a qualidade exigida. Haverá um único premiado.

As decisões do Júri são irrecorríveis.

8] O Prémio será atribuído em outubro de 2015 e a sua divulgação será efetuada através dos
Órgãos de Comunicação Social. A entrega do Prémio ao Autor galardoado será efetuada em cerimónia pública, em data a fixar.

 
9] As Edições subsequentes da obra galardoada deverão referenciar, em local devidamente
destacado do volume e na cinta, a menção “Prémio Literário José Saramago - Fundação Círculo de Leitores”.

 
10] O autor ou seu representante garantem desde já ao Círculo de Leitores a publicação da obra em clube do livro, nos termos de contrato de edição a celebrar, estando garantidos 5% de direitos de autor e considerando o valor do prémio como adiantamento de direitos de autor.

 11] Os exemplares enviados não serão devolvidos.

12] A candidatura ao Prémio Literário José Saramago implica a aceitação do presente regulamento.

22 de janeiro de 2014

Edição Especial pelo Círculo de Leitores | Janeiro 2014





Edição especial em capa dura pelo Círculo de Leitores da obra distinguida com o Prémio Literário José Saramago 2013 atribuído pela Fundação

Círculo de Leitores.

Tendo distinguido em anos anteriores autores como Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo e Andréa del Fuego, o escritor de origem angolana foi o mais recente vencedor deste prémio literário o que merece uma edição especial pelo  clube do livro.

Disponível em : www.circulo.pt

6 de novembro de 2013

Entrega do Prémio Literário José Saramago 2013

Algumas lágrimas. De alegria ou tristeza: palavras-lágrimas de afetos. Pelos livros, pelas pessoas que os escrevem, pelos que se encantam em lê-los. Guilhermina Gomes anunciou ontem, dia 5 de novembro, o vencedor do Prémio Literário José Saramago 2013. Ondjaki, Os Transparentes. Um romance a contar uma Luanda de gente que sobe e desce, escada acima, escada abaixo, num afã de sobrevivência. Ana Paula Tavares, membro do júri, elogiou-lhe a linguagem fresca e milagrosa – a «escrita vertiginosa, ágil e afeiçoada a cada situação com a mão segura do criador». Ondjaki, natural de Luanda, onde nasceu no ano de 1977, tendo estudado em Lisboa e vivendo atualmente no Rio de Janeiro, confirma que neste romance regressa a uma certa angola que existe dentro de uma Luanda. E confessa, emocionado: «a literatura emprestou-me um pouco de vida. O que os livros tentam é salvar-me de uma certa tristeza. Há dias em que são bem sucedidos, há dias em que a misteriosa escuridão me vence. Nessa desfronteira sem nome nem tempo (uma quase deriva), agarro-me às palavras carregadas de intensidade e ensinamento.»
 Aqui ficam algumas fotos da cerimónia.



Ondjaki e Ana Paula Tavares, membro do júri.

Ondjaki distinguido com o Prémio Literário José Saramago 2013


A entrega do Prémio teve lugar na Casa dos Bicos - Fundação José Saramago.


Guilhermina Gomes, diretora editorial do Círculo de Leitores.

Ondjaki | «Os Transparentes» | Prémio Literário José Saramago 2013


O Prémio Literário José Saramago 2013 foi atribuída a Ondjaki pelo obra «Os Transparentes».

Natural de Luanda, onde nasceu no ano de 1977. Ondjaki é o seu nome de escrita, guerreiro em Umbundu. Poeta, prosador, visita também a escrita para crianças, o teatro, a pintura, o documentário. Formado em Sociologia, completou o doutoramento em Estudos Africanos em Itália. Distinguido em 2000 com a Menção Honrosa do Prémio António Jacinto pelo seu primeiro livro de poesia (actu sanguíneu), em 2005 obtém o Prémio António Paulouro pelo livro de contos E se amanhã o medo, e o Grande Prémio APE em 2007 por Os da minha rua. Em 2010 recebe o Prémio Jabuti (categoria juvenil) com AvóDezanove e o segredo do soviético. Ainda no âmbito juvenil, publica A bicicleta que tinha bigodes distinguido com o Prémio Bissaya Barreto 2012 e com o Prémio Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (IBBY do Brasil) 2013. O romance Os Transparentes é agora distinguido com o Prémio Literário José Saramago 2013.

31 de outubro de 2013

Prémio Literário José Saramago 2013

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O vencedor do Prémio Literário José Saramago 2013 será anunciado no próximo dia 5 de novembro, pelas 12h, na Casa dos Bicos, em Lisboa.


Este Prémio, atribuído pela Fundação Círculo de Leitores, visa distinguir obras literárias no domínio da ficção, romance ou novela, escritas em língua portuguesa, por escritor com idade não superior a 35 anos, cuja primeira edição tenha sido publicada em qualquer país da lusofonia. Paulo José Miranda, José Luís Peixoto, Adriana Lisboa, Gonçalo M. Tavares, Valter Hugo Mãe, João Tordo e Andrea del Fuego foram os autores distinguidos em anos anteriores.

O anúncio do vencedor será feito pela Presidente da Fundação Círculo de Leitores, fazendo Ana Paula Tavares o elogio da Obra.







22 de abril de 2013

Prémio Literário José Saramago 2013 | Regulamento

Prémio Literário José Saramago 2013 | 8ª edição
Regulamento

1. O Prémio Literário José Saramago, instituído pela Fundação Círculo de Leitores com periodicidade bienal, celebra a atribuição do Prémio Nobel da Literatura de 1998 ao escritor José Saramago, destina-se a promover a divulgação da cultura e do património literário em língua portuguesa, através do estímulo à criação e dedicação à escrita por jovens autores da lusofonia.
 
2. O Prémio distingue uma obra literária no domínio da ficção, romance ou novela, escrita em língua portuguesa, por escritor com idade não superior a 35 anos, cuja primeira edição tenha sido publicada em qualquer país da lusofonia, excluindo as obras póstumas, bem como os autores que tenham já sido premiados em edições anteriores do Prémio.
Nesta oitava edição, o Prémio contemplará uma obra publicada em 2011 ou 2012 por escritor que à data da publicação da obra (mês e ano incluídos na ficha técnica do livro), não tenha excedido a idade limite mencionada no corpo deste artigo.

3. O valor pecuniário do prémio a atribuir é de € 25.000,00.

4. As Obras admitidas a concurso terão que ser apresentadas à Fundação Círculo de Leitores pelas Instituições representativas dos Escritores e/ou dos Editores dos países respetivos até 31 de maio de 2013, devendo para o efeito ser remetidos dez exemplares de cada obra concorrente, para a seguinte morada: Rua Professor Jorge da Silva Horta n.º 1, 1500-499 Lisboa.

5. A Fundação Círculo de Leitores procederá à divulgação do Concurso através dos meios de comunicação social, bem como através das Associações representativas dos Escritores e dos Editores de todos os países da lusofonia.

6. O Prémio será atribuído por um Júri composto por um mínimo de cinco e um máximo de dez personalidades de reconhecido mérito no âmbito cultural, cabendo a Presidência ao representante da Fundação Círculo de Leitores.
1º Composição do Júri:
Guilhermina Gomes - Presidente
Nélida Piñon
Ana Paula Tavares
Pilar del Río
Vasco Graça Moura
2º O Presidente do Júri designará um Comité Executivo, que integra o Júri, constituído por três membros, Manuel Frias Martins, Maria de Santa Cruz e Nazaré Gomes dos Santos, a quem compete:

a)               Verificar a regularidade formal das candidaturas recebidas;

b)              Efetuar uma primeira leitura e um resumo de cada uma das obras concorrentes;

c)               Emitir um comentário sobre cada uma das obras admitidas a concurso;

 7. O Júri delibera com total independência e liberdade de critério, por maioria dos votos dos seus membros, cabendo ao Presidente o voto de qualidade em caso de empate. O Prémio poderá não ser atribuído, caso o Júri considere, por maioria, que as Obras apresentadas a concurso não têm a qualidade exigida. Haverá um único premiado.
As decisões do Júri são irrecorríveis.

8. O Prémio será atribuído em novembro de 2013 e a sua divulgação será efetuada através dos Órgãos de Comunicação Social. A entrega do Prémio ao Autor galardoado será efectuada em cerimónia pública, em data a fixar.

9. As Edições subsequentes da obra galardoada deverão referenciar, em local devidamente destacado do volume e na cinta, a menção “Prémio Literário José Saramago - Fundação Círculo de Leitores”.

10. O autor ou seu representante garantem desde já ao Círculo de Leitores a publicação da obra em clube do livro, nos termos de contrato de edição a celebrar, estando garantidos 5% de direitos de autor e considerando o valor do prémio como adiantamento de direitos de autor.

11. Os exemplares enviados não serão devolvidos.

12. A candidatura ao Prémio Literário José Saramago implica a aceitação do presente regulamento.

15 de maio de 2012

Comentários de imprensa

 

 

«Entrou como um furacão na literatura de língua portuguesa…»

Sérgio Almeida, Jornal de Notícias, 5 maio 2012

 

 

«Os Malaquias surge-nos como um romance em que ecoa um certo Brasil, tributário da Machado Assis e João Guimarães Rosa, mas também das narrativas arcaicas como os contos de fadas e os mitos.»

Joana Emídio Marques, Diário de Notícias, 15 maio 2012


 

«Andréa del Fuego cresceu na periferia industrial paulista, São Bernardo do Campo, a cidade onde Lula da Silva se fez operário e líder sindical. Mas as férias eram no sul de Minas, na casa dos avós. É a reinvenção desse sul, num passado que Andréa não viveu, que faz de Os Malaquias um texto poderoso na actual literatura brasileira, uma escrita tesa em que animais e homens se fundem numa única matéria

Alexandra Lucas Coelho, Público, 4 maio 2012

«…uma história de família comovente, escrita em linguagem original, elipses e capítulos curtos.»

Sílvia Souto Cunha, Visão, 19 abril 2012

11 de abril de 2012

ELLE


«…um romance que fala dos cruzamentos – emocionais e energéticos – que acontecem dentro de uma casa de família.» - Elle, maio 2012




A edição de maio da revista Elle inclui entre as suas sugestões de leitura do mês
Os Malaquias de Andréa del Fuego, romance publicado pelo Círculo de Leitores.

19 de março de 2012

Jornal i

Entre as sugestões de leitura da semana do jornal i de 17 de março de 2012.


«...com o coração ao pé das letras.»
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12 de março de 2012

Agenda Cultural de Lisboa

A edição d' Os Malaquias faz parte da sugestões de leitura da Agenda Cultural de Lisboa do mês de março de 2012


«O livro narra , num estilo poético e misterioso, a história de três irmãos que ficam órfãos quando os seus pais são atingidos por um raio.»

29 de fevereiro de 2012

Máxima
...inventário privado...

A edição de março de 2012 da revista Máxima inclui entre as suas sugestões de leitura a edição pelo Círculo de Leitores de Os Malaquias.


«...o primeiro romance da brasileira Andréa del Fuego que, num regresso a Minas Gerais, em 2003, se confrontou com o passado familiar. Foi preciso o distanciamento de quase uma década (e uma série de edições impiedosas) para que a obra, que a autora define como um inventário privado, fosse publicada. E aplaudida.»
Rita Lúcio Martins, Máxima, março 2012

23 de fevereiro de 2012

Jornal de Letras

Publicação d' Os Malaquias em destaque na edição de 22 de fevereiro do Jornal de Letras.


«…defensora da palavra precisa, da descrição rigorosa mas nem por isso menos expressiva.»
Jornal de Letras

13 de fevereiro de 2012

Jornal de Negócios - Weekend

Fernando Sobral assina artigo sobre Os Malaquias de Andréa del Fuego na edição de 10 de fevereiro do suplemento Weekend do Jornal de Negócios.


«Entre o fogo e as cinzas nasce "Os Malaquias", que permitiu à brasileira Andréa del Fuego vencer o Prémio Saramago 2011. É um nascimento estridente porque este livro é um clarão. No conteúdo e na forma. E permite-nos ter uma noção da multiplicidade de mundos que o Brasil alberga»
Fernando Sobral, Jornal de Negócios

Livraria Ideal (TVI24)

A edição de «Os Malaquias» pelo Círculo de Leitores foi notícia no Semanário de 2 de fevereiro, tendo ainda feito parte das sugestões de leitura de João Paulo Sacadura na Livraria Ideal (TVI24).

3 de fevereiro de 2012


Rui Lagartinho assina artigo na edição de 3 de fevereiro do jornal Público sobre a edição pelo Círculo de Leitores de «Os Malaquias».

«Frase após frase. Rápido, intenso, temos de nos adaptar às suas pulsações se não nos quisermos perder nos milhões de batimentos com que se constrói Os Malaquias

«Andréa del Fuego escreve com o coração e ao ritmo dele. E foi assim que Os Malaquias conquistou o júri do Prémio José Saramago em 2011.»
Rui Lagartinho, Público, 3 fevereiro 2012

2 de fevereiro de 2012

LER de fevereiro destaca edição em Portugal de «Os Malaquias».

Nota para edição pelo Círculo de Leitores d’ Os Malaquias no nº de fevereiro da revista Ler.



«…Eduardo Coelho escreveu nas páginas da LER sobre Os Malaquias, considerando-o mesmo o melhor livro brasileiro de 2010, quando poucos (até no Brasil) suspeitavam da craveira literária da autora.»
Ler, fevereiro 2012